Swifty One | ou as tuas pernas com rodas de bicicleta

Foi o meu veículo da semana passada. O teste foi casa-trabalho todos os dias nela em combinação com o comboio, com subidas ligeiras e uns supermercados à mistura. A Swifty One é uma scooter de pé dobrável premium, elegante, robusta, compacta e rápida, que apetece andar.



Existem mais 3 modelos que não dobram, 1 de criança e 2 de adulto.

Swifty One - dobrável vocacionado para uso utilitário
Swifty Zero - não dobrável para uso utilitário ou desportivo
Swifty Air - uso mais radical.
Swifty IXI - criança

Swifty One
Tem um sistema próprio com a parte de trás da roda a girar em torno de um eixo que em vez a vulgar dobra ao meio do quadro que tornaria o quadro menos robusto. Esta máquina permite um peso do condutor até 150kgs! (sim leste bem)



Depois de dobrar essa roda, o espigão de guiador também dobrável, tem uma peça que encaixa no deck (prancha onda apoias os pés) ficando trancado e permitindo que pegues nela tal e qual como se faz com uma bicicleta dobrável, mas mais fácil por ter apenas 8kgs.
Outro aspecto muito importante, largura. Tem apenas 16cm quando dobrada. (a Brompton super compacta tem 27!) Consegues arrumar em sitios realmente compactos.

Tamanho dobrada 106.5 x 16 x 66 cm

Há uma certa injustiça em chamar trotineta a esta menina, porque imaginas logo aqueles brinquedos com que os miúdos brincam no parque ou aqueles veículos chineses a motor com 50kgs, cheios de peças de qualidade duvidosa que se vendem no Alibaba.  Tanto a nível de conforto na condução, segurança, peso e estética, nada tem a ver com o convencional. Tem uma roda "normal" de bicicleta, com 16", aro de dupla parede e pneus de alta pressão (100psi). Toda ela é de alumínio 6061, e tem um deck (prancha onde colocas os pés) com uma construção e detalhes incríveis. Tem em cima uma folha antiderrapante e por baixo uma linha em cortiça de cada lado que absorve vibrações desnecessárias.



A caixa de direcção dela é cónica idêntica a qualquer bicicleta de btt ou dobraveis Dahon/Tern. Pode-se mudar o avanço para mais curto ou comprido, guiador (de origem oversized tipo btt com 6cm de altura) e outros componentes como manete de travão vbrake da frente (original muito bom da Tektro) ou punhos.


As rodas são 16" como já referi, por isso é compatível com todos os pneus de 16" 305 ERTO (o mais comum) até uma medida máxima de 16x2.0 à frente e 16x1.5 atrás por causa do sistema de dobragem. Nos modelos não dobráveis podem levar pneus mais grossos. (ex Schwalbe Big Apple) No entanto, quanto mais finos e com mais pressão, mais rendimento dão e numa scooter de pé, sem pedais faz toda a diferença. Os de origem da Kenda já são excelentes. Mas têm de estar sempre na pressão máxima! Como boa alternativa tens os Schwalbe Marathon Racer 16x1.50.



Kenda Kwest com pressão 100 psi


Schwalbe Big Apple apenas à frente, melhora o conforto, com muito pouca perda de rolagem
Vantagens
- Veiculo + leve e fácil para transportar quando dobrado
- Mais fácil e rápido a dobrar do que a maioria das bicicletas dobráveis (7/8 segundos)
- Reduzida largura
- Menos logísitca. Chegas ao sítio e já desmontas sem interrupções, é sempre a andar!
- Mais fácil para transportar crianças em trajectos curtos, sem acessórios extra. Apesar de haver um adaptador de altura para crianças dos 2/4anos.


- Competitivo para deslocações até aos 2/3kms dependendo das inclinações.
- Equiparado ao peão no Código da Estrada. Podes andar só em passeio, apesar de haver uma indicação para usar a ciclovia sempre que exista, o que teóricamente é uma vantagem.
- Zero manutenção. Material muito robusto. pouco desgaste de pneus (excepto no traseiro desta One em que o travão é no proprio pneu)
- Facilidade em trocar a câmara de ar.
- Mecânica idêntica a uma bicicleta, não vais dar chatices ao mecânico.
- Trabalho sério nos glúteos sem te aperceberes. (pode não ser uma vantagem depende de cada um claro, para mim é porque exercícios para mim =zero e a bicicleta não trabalha tão intensamente as pernas se não num uso mais desportivo.)


Desvantagens
- Pouca velocidade (se compararmos com tudo menos andar a pé)
- Transporte limitado de cargas (a Swifty está a trabalhar nisso, mas há um adaptador Klickfix para ao espigão de guiador que permite levar todos os acessórios Klickfix, Basil, Dahon e Tern)
- Subidas - (confessa estavas ansioso para que eu falasse disto) Sim é uma desvantagem se comparares com uma bicicleta. Mas a bicicleta também é se comparares com um automóvel. É preciso repensar caminhos sem esquecer que contamos com o extra "poder andar no passeio". No entanto há um segredo: basta baixares um pouco mais e aumentares mais o alcance da perna à frente, para fazer grande parte das subidas sem grande esforço.
- Quadro mais susceptivel a riscos. É o teu brinquedo novo, tens sempre muito cuidado, mas como é  baixo, rente ao chão, é muito fácil de ser "baptizado" logo no início.
- Travão traseiro é no pneu, por causa do sistema de dobragem. É muito bem feito, de grande qualidade e intuitivo. Mas há maior desgaste no pneu e é menos prático do que o vbrake. De notar que todas as outras Swifty's rigidas têm vbrake atrás e à frente. No entanto para a maioria das situações só o da frente chega



Teste real na rua
As scooters de pé têm de ser entendidas como um meio mais rápido de andar a pé (uma pessoa "normal", pouco dada a exercícios como eu, pode atingir o 15km/h max) e não cair no erro de comparar com uma bicicleta.

O que senti:
- Os dois primeiros dias estranha-se, depois entranha-se. É preciso usar as pernas alternadamente para não cansar só uma (lógico!) Mas a tendência é usar sempre mais aquela mais forte.
- Praticamente só andei em estrada e fui ganhando confiança em relação ao trânsito automóvel. Como a velocidade é baixa, tenho também mais tempo para reagir.
- Foge das lombas curtas, o quadro pode bater lá por baixo. (tipo automóvel). Nas passadeiras não há problema. Lá está, mistura com passeio que a experiência vai ser muito boa.
- Uma grande resposta da máquina ao meu impulso de pernas, devido à geometria do quadro, muito pouco atrito.
- A posição de condução segue a mesma lógica da bicicleta, se baixares o corpo, fletires os joelhos, há menos atrito e mais velocidade.
- As descidas sabem a mel.
- uma facilidade incrível e imbatível na inclusão do veículo na rotina diária (ir as compras, entrar/sair do elevador de casa ou comboio, paragens rápidas)
- muitas pessoas (demasiadas) olham, embora para mim como retalhista até seja bom:)) A cor turquesa também não ajuda mas é linda! Aliás a combinação de cores de uma maneira geral é excelente. Até a espiral do cabo é azul.
- Está a fazer falta um descanso, como não tem selim é mais dificil encostar a uma parede por ex. Como é dobravel não pode levar atrás, mas já vi em algumas montado na roda da frente. Vou experimentar. E esqueci-me de pedir guardalamas! bolas. E são bem bonitos.
- A dobragem é mesmo perfeita, senti mais facilidade do que qualquer bicicleta dobrável. (ver video em cima)

Conclusão
É um veículo que vou continuar a usar principalmente em distâncias até 2kms. Ou mais kms se for apenas para passear. Se não precisares da dobragem a Swifty Zero tem um excelente preço para o que oferece. Ela mesmo "aberta" é compacta o suficiente para a maioria das situações. Dá uma vista de olhos na recente Swifty de criança IXI. Super amorosas, uma ferramenta para a criança ter autonomia e a peça que faltava para uns passeios inesquecíveis em família com piquenique incluido ou apanhar uma boa praia agora no verão.


Podes encomendar uma Swifty Scooter na loja do blog ou experimentar uma na loja bk lisboa.

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