Dahon Speed Pro

Desta vez uma Dahon que mete inveja aos ciclistas da Nacional 10. A Speed Pro.


Antes de mais, as minhas desculpas pela falta de assiduidade. O principal motivo prende-se com estar a trabalhar a partir de casa e por incrível que pareça ainda tenho menos tempo para actualizar o nosso cantinho das minis. Devido à procura apocalíptica por bicicletas passo muitas horas à frente do pc e do telefone e o tempo que sobra é para a família.
Mas deixemo-nos de lamúrias e vamos ao que interessa, para compensar uma relíquia...

Dahon Speed Pro

O numero de série de quadro começa por D8 o que significa que é de 1998, 2008 ou 2018, portanto o mais lógico aqui é 2008. 
Mas atenção que se pesquisares no G. vão aparecer outras nomeadamente a mais recente em alumínio

Esta em cima é uma versão actualizada da Speed Pro com quadro em alumínio. Repara na dobradiça, a V-Clamp que equipa séries como a MU e Vigor. O quadro desta é o mesmo da Mariner. 
Há também a Vector X27 que utiliza o quadro Vigor


A Speed que fotografei usa o quadro em cromoly 4130 muito procurado para cicloturismo.

Apesar da idade estava muito bem conservada, apenas com alguns risquitos obrigatórios e as habituais ferrugens em parafusos. Esta Speed Pro foi-me pedida por um amigo que já tinha uma Dahon Dash. 
A transmissão dela é Ultegra de 9 velocidades, combinado com o cubo de mudanças internas DualDrive II da Sram e um pedaleiro FSA de 53 dentes

Este cubo já descontinuado, a Sram já não faz cubos de mudanças internas mas é dos mais conhecidos pelo seu reduzido peso de cerca de 1kg, robustez e suavidade da engrenagem, durabilidade e trazer um cepo para cassetes. Ou seja, usa dois desviadores traseiros, o da cassete e o do cubo e multiplica cada mudança (3 ao todo) por cada carreto. Neste caso 27 velocidades! E são mesmo 27, ao contrário das transmissões com 3 pratos no pedaleiro que não permitem uma troca completa entre mudanças. Este tem um rácio de 73%(1ª) - 100%(2ª) - 136%(3ª) 
Actualmente há um cubo idêntico mas um pouco mais pesado, o Sturmey RK3. por outro lado com encaixe para disco. 

É importante referir que a indexação deles é a do sistema Shimano. Ou seja podem-se usar os mesmos manípulos esquerdos para a mudança do pedaleiro. O mesmo para o cubo da Sturmey.

As manetes STI Tiagra de aparência e funcionamento impecáveis para a idade. 

O guiador bullhorn da Kinetix, já com uma fita nova montada. Aliás é o guiador (e a cor amarela) que se destacam do conjunto. Quem não conhece bicicletas é a primeira coisa em que repara. 
O espigão Radius VRO tem um acabamento em T e leva aquele pequeno avanço, o Syntace que permite posicionar o guiador em altura, comprimento e inclinação. 

Os guiadores bullhorn são excelentes para dobráveis e minivelos. Permitem um extra de altura e não são mais confortáveis do que os dropbars pelo menos para circuitos citadinos e sprintadas pelo meio do trânsito.

Os pneus Schwalbe Stelvio 28-406 (125psi) eram os Durano da altura. Foram muito usados em bicicletas como as Moulton, porque havia medidas para tamanhos pequenos como 20"(406) e 17"(369)
Estes da foto foram personalizados com lista amarela (Mango) a pedido da Dahon. Eles voltaram a fazer isso nos Durano (ver imagem em cima das Pro mais recentes). São pneus raros, ainda se encontra qualquer coisa mas a preços proibitivos apenas por causa da risca. O dono está a ponderar trocar por causa do desgaste mas ainda não se decidiu. 

Aros Kinetix Pro com 28 raios Sapim, inox pintado. Travões Tektro
O quadro com furações para suporte traseiro e grades de bidão. Está mais do que preparado para aventuras grandes com as 27 mudanças. Talvez com uns pneus mais mistos como os Marathon. 

Os pedais de origem são uns japoneses MKS MT-E destacáveis com estribos para encaixar o pé. Nunca fui muito fã destas coisas, mas faz sentido nesta bicicleta. 



A roda da frente com cubo Kinetix de cilindros, sem manutenção e atrito. Algumas Speed Pro vinham com o cubo Pantour com suspensão embutida. (ver aqui) 
Quando vês um espigão e selim Kore numa Dahon já sabes que é uma bicicleta performance.

Já agora aproveito para divulgar que tenho adaptadores para selins convencionais.
Provavelmente a bicicleta mais rápida da Dahon de todos os tempos. E tudo por causa do cubo que consegue ganhar no rácio cerca de 30%. Sem eles estaríamos limitados ao pinhão de 11 dentes e aumentar o pedaleiro o máximo possível. 

Dobragem

A Speed não é a bicicleta mais compacta, não é isso que se quer. É uma bicicleta performance que também dobra. Este espigão dobra para fora ao contrário da maioria, por causa do volume do guiador. 
O espigão tem um perno que encaixa nesta peça.
Ela veio para mim sem o sistema magnético, felizmente é um conjunto procurado por se perder facilmente ao não se ir conferindo os apertos, tenho sempre alguns.


A dobradiça da série Speed é muito simples e discreta, o que é difícil de se conseguir num quadro de alumínio. As duas partes não encostam totalmente, existem muitos espaços sem contacto no meio para não produzir vibrações e desgaste. As dobráveis mais baratas começam logo a pecar por aqui.
Na estrada comporta-se como uma estradeira, sem o natural conforto de uma roda 700, mas com uma aceleração brutal e manobrabilidade única que deixa para trás muitos licrados Pro na Nacional 10.
Claramente uma bicicleta a ter na colecção assim que apareça outra à venda por aí (noutra encarnação provavelmente)

Depois da sessão de fotos e teste-ride, embalar e enviar, a parte mais chata da coisa :/

Se quiseres saber que modelos Dahon 2020 eu consigo importar salta para este link: bklisboa.pt/Dahon, lembrando que ainda existe a Speed D30


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